Lua Cheia em Peixes – Destino e Livre Arbítrio 

Um novo nível de consciência está a tomar forma e, para muitas almas no planeta hoje, há uma sensação de grande mudança no horizonte. A Lua Cheia em Peixes traz o convite para nos conectarmos e realizarmos os nossos sonhos mais extraordinários.

  
Em Março deste ano vivemos alguns alinhamentos astrológicos realmente poderosos, que trouxeram vários “insights”. A nível colectivo, sentimos acontecer uma mudança de paradigma, levando a cabo o processo de compreensão e integração. Com a Lua Cheia de hoje, a libertação pessoal e os efeitos dessa mudança ao longo dos últimos 6 meses estão a manifestar-se fisicamente, tanto em nós como dentro de nós, e é agora o momento de ancorar essas mudanças e manifestar nova realidade.

Este alinhamento traz importantes peças para tomada de consciência à medida que nos fortalecemos, estabelecemos e formamos novos e mais fortes laços entre nós. É assim que trazemos abundância ao mundo e encontramos segurança nestes tempos de incerteza e constante mudança. As leis sobre partilhar, dar, amar fazem todas parte deste novo paradigma. É uma nova forma de ser que trazemos a esta realidade, que dá forma a novas relações de partilha, abertura, e cooperação, como parte importante desta transição.

Pergunte a si mesmo: de que forma posso dar o meu valor ao mundo e de que forma posso experimentar isso também nos outros?

Este alinhamento planetário devolve-nos a importância de vermos que todos temos algo para oferecer e que, se olharmos para os outros como professores, poderemos realmente crescer de formas que nunca julgámos possíveis. Quando um peixe pergunta a um elefante “Sabes nadar?” E ao mesmo tempo, o elefante pergunta “Consegues mover uma árvore?” A lição deste momento é que todos temos diferentes habilidades para oferecer através da nossa individualidade, e que, se tivermos abertura para ver as diferenças como um potencial de força, podemos juntos encontrar soluções para problemas colectivos de forma muito mais profunda. 

A mensagem desta Lua Cheia

À medida que culminamos este ciclo, que tanto nos ensinou sobre perda e sobre as Leis da Impermanência, muitos de nós consolidaram a compreensão de que não somos os ditadores do nosso destino; que cada um de nós terá por vezes que se render e entregar a esse destino. Estas lições mostram a nossa ligação a algo muito maior que a nossa impermanente vida aqui na Terra, torna-nos humildes para darmos valor aos momentos e experiências que são únicos na nossa vida humana física – tais como o Amor que vivenciamos através dos nossos sentidos. Também nos mostra a nossa ligação a tudo; que todos viemos e eventualmente partiremos para o mesmo sítio.

Por muito dolorosa que possa ser a rendição, e saber que um dia teremos mesmo que largar tudo, estes “finais” iminentes são, em última análise, os espelhos que nos mostram o que somos e que nos ajudam a criar novos começos. É que, no plano da vida infinita e do amor infinito, não sabemos o que é esta experiência das emoções finitas nesta bela dualidade a que chamamos vida. Quando conectamos verdadeiramente a esse conhecimento e conseguimos apreciar a experiência que nos é proporcionada nesta realidade, os nossos corações tornam-se mais abertos para viver a vida com o coração em vez de esperar que a vida aconteça. Este momento é para ser vivido e sentido com o máximo das nossas capacidades.

É aqui que entra a questão do livre arbítrio. Há muitas coisas na nossa vida sobre as quais não temos outra escolha senão render-nos, e no entanto somos também abençoados com a livre escolha. Temos livre arbítrio para escolher como queremos viver a nossa vida, como tratamos os outros, a nós mesmos e à Mãe Terra. Temos livre arbítrio para viver com medo dos finais iminentes ou viver corajosamente, acarinhando os momentos e as experiências que nos são proporcionados, vivendo a totalidade de cada momento. Não estamos aqui para trabalhar até morrer, ou para nos preocuparmos com a ilusão do dinheiro e outras falsas sensações de segurança proporcionadas pela Matrix, mas sim para nutrir a nossa alma com experiências e aprofundar a nossa consciência sobre nós mesmos e sobre outros – como espelhos vivos da Fonte.

Neste ponto da nossa evolução colectiva, estamos a aprender a colocar em prática o nosso livre arbítrio. A forma como agora escolhemos entender e implementar esse livre arbítrio não pode ser alcançada através de paradigmas obsoletos, que nos afastam do poder pessoal, que usam a competição e regras vindas do exterior.  

Neste momento precisamos de estar frente ao espelho, em auto-reflexão e dizer todos os dias: eu estou presente a cada momento para assumir o controlo da minha vida, estou aqui para assumir a liderança, ter inspiração e aumentar a vibração das minhas escolhas no meu campo de consciência.”

Nós somos o universo inteiro a experienciar-se a si mesmo através de si mesmo. A vida que viemos viver merece a nossa atenção. Longe vão os dias das limitações – auto impostas ou externas. Todos temos livre arbítrio e é agora momento de integrar a nossa verdadeira essência na nossa vida, e finalmente sentir como é viver a vida assumindo a nossa verdadeira essência – ser o universo. Este é o momento por que tanto esperámos! É o momento para viver a vida que há tanto tempo desejamos, e mostrar aos outros o caminho para a sua própria soberania através do nosso exemplo. A dádiva do livre arbítrio é a chave para levantar e viver o sonho.
Quando vivemos de acordo com o nosso mais autêntico Ser, o universo responde aos nossos desejos. Permita-se observar a sua própria grandeza e criar a realidade pela qual sempre ansiou, tanto tempo. A acima de tudo, nunca – mesmo nunca – desista! 

Nós somos a mudança e nada nos vai parar! 

Simon Vorster e Jenniffer Langstone (artigo completo aqui)

Femina


Muito antes do princípio dos tempos
Muito antes de começarem a enumerar-se os tempos
Já tínhamos tudo

Tudo aquilo que agora parece impossível
Incrível
Inimaginável

Serpenteava entre nós
Como sabedoria remota e perdida
Todos os segredos do teu ventre

Uma carícia desgarrada e mesquinha:
A noite em que os Pais/Homens se viraram
Contra a liberdade do nosso coração silvestre

A noite escura do massacre
Quando as meninas foram sentenciadas a submeterem-se
Quando as mães foram condenadas à dor do parto
Quando a serpente foi remetida ao inferno

A maldição bíblica da dor primogénita
Toda uma cultura silenciando o corpo
O véu ignorante sobre as gerações
Adormecidas sob a sua própria força

A medicina como controle do corpo
A ginecologia como autoridade indiscutível
Ao contrário, os ciclos naturais
Como burdas hereges antiquadas
Atentando contra os milagres do progresso
Já nada podes saber sobre ti mesma
Simples e tonta mulher cega
Triste imitação do homem poderoso

E no entanto, nada perdemos
No mais profundo e cálido lugar da memória da carne
O ventre que ainda alberga toda a vida humana
A serpente ainda dança
Os nossos corpos ainda nos pertencem
Ingovernáveis e misteriosos

Podemos fazer desta vida a nossa festa
E dos nossos nascimentos
Todos os orgasmos que devemos a nós mesmas

 

– NIÑXS PERDIDXS CONTRA LA ADULTOCRACIA

In “Manual Introductorio a la Ginecologia con Plantas, Pabla Peréz Martin

(Tradução livre)

Sobre a Abundância – pensamento do dia, Mestre Omraam

Para se viver na abundância, é preciso saber privar-se.

“Um sábio compreendeu isso. Ele diz para si próprio: «Vou privar-me de alguns grãos de trigo; isso permitir-me-á colher milhares.» Em vez de comer esses grãos, ele semeia-os, e pouco tempo depois tem todo um campo para ceifar. Ao passo que aqueles que não têm esta sabedoria comem os grãos todos e, algum tempo depois, não lhes resta nada, estão na miséria. É preciso comer, mas não tudo; há que semear o resto.
Estes grãos de que eu estou a falar-vos são os vossos pensamentos e os vossos sentimentos, que deveis aprender a semear. Com efeito, os pensamentos e os sentimentos podem fazer um trabalho para o bem de todos, mas só se não forem comidos, isto é, se não forem postos ao serviço de interesses egoístas. Quem sabe privar-se faz colheitas tão abundantes que não só nunca lhe falta nada como pode alimentar também imensas criaturas no mundo.”

– Omraam Mikhail Aivanhov

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Lua Cheia em Aquário – Lua Azul

Há muito para dizer sobre esta Lua Cheia, a segunda deste mês de Julho e por isso chamada também de Lua Azul. Aqui fica a mensagem para a poderosa energia que neste momento está no céu.

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A Lua Cheia em Aquário traz muitas histórias e dádivas para olharmos para dentro – insight. Torna-se difícil resumir mas há  aspectos centrais que é importante realçar.

Muitos de nós têm tido experiências de choque emocional nos últimos tempos; coisas que não correm da forma que gostaríamos, bloqueios, projectos que ficam encalhados, e passamos por momentos dolorosos e perdas emocionais, até sentimentos de desistir totalmente.

A relação de Escorpião e Leão (Saturno em Escorpião, Vénus retrógrado e Júpiter em Leão) mostra-nos que ter um coração aberto e sensível vai trazer tristeza e emoções de perda, traição e abandono. É neste ponto que aprendemos quando confiar e quando não confiar. Esta relação também nos ensina sobre a Lei da Impermanência.

Os nossos sonhos e desejos são as nossas próprias experiências, aquilo porque passamos. Os nossos sentimentos de perda, que se relacionam directamente com a concretização de objectivos (ou falta deles),  ensinam-nos que a qualquer momento as coisas podem e vão mesmo correr mal. Mas também nos mostram que não devemos ficar à espera de dias melhores para agir ou viver a vida ao máximo. Carpe Diem – Aproveita o Dia!

Lembra o que nos está a ser oferecido; À medida que vivemos choques emocionais, desmontamos as nossas ilusões e passamos por momentos que nos magoam o coração, recebemos também o potencial de fazer um mergulho intenso na realidade mais profunda do nosso ser – que é curar o coração, individualmente e colectivamente. Trabalhar para trazer à tona Amor genuíno, empatia e compaixão, permitindo que estes valores conduzam as nossas acções. Este é o ingrediente principal.

À medida que entramos neste estado mais elevado de ser, tornamo-nos co-criadores da nossa realidade. Uma dádiva poderosa que cada um de nós tem. Vamos libertar-nos de todos os pensamentos de resistência e sentimentos de carência.
A emergência de um novo paradigma está presente em nós e é tempo para começar a ancorar o conceito de unidade consciente na nossa realidade e na nossa jornada espiritual individual – e para isso precisamos de entender a nossa relação com o nosso Universo.

Existimos num Universo dual. Para a consciência tomar forma, precisa de um espelho, uma polaridade. Sem escuridão não pode haver luz. Tudo o que existe no nosso universo físico tem o seu oposto e no entanto tudo não é mais do que diferentes expressões da mesma coisa – a manifestação da Unidade, da Fonte, a totalidade da Criação.

No que toca a experiência humana e à nossa realidade física, só conhecemos este estado de vibração baixo, denso, que falsamente identificamos como o nosso ser físico, em vez daquilo que realmente somos: seres energéticos multi-dimensionais.
Nesta vibração, confiamos nos nossos limitados cinco sentidos e percebemos as coisas, as pessoas, como separadas de nós mesmos. Por isso mesmo temos um longo caminho para conseguir integrar e compreender a verdadeira natureza da Criação.

Neste ponto da nossa evolução, já assimilámos uma quantidade incrível de conhecimento e experiências de polaridade, já sentimos e vivemos dentro de nós essas polaridades. E continuamos, já que é parte na nossa vivência na 3ª Dimensão.
O desafio é experienciar a realidade para além dessas polaridades; perceber o Universo na sua natureza multi-dimensional e não apenas dentro dos limites dos nossos sentidos humanos.

Entrámos já num novo ciclo evolucionário, que nunca antes foi explorado e é totalmente novo para a Humanidade.
Existem muitas profecias sobre esta Nova Era Evolucionária, vindas de culturas ancestrais que entendiam o que existe para além do véu da nossa existência. Muitas pessoas já tiveram experiência directa da natureza desta mudança de consciência, em que o nosso rumo evolucionário é voltar a casa, à Fonte da Criação. No entanto, estamos apenas no principio desta jornada; no ponto de viragem entre polaridades. Deixamos para trás o ciclo de separação e re-orientamo-nos em direcção à Unidade. Assim é a natureza da polaridade, a nossa experiência de separação preparou-nos bem para a fase seguinte. O nosso trabalho agora é assimilar e unificar as polaridades em nós.

Ao longo da história, a Humanidade já vivenciou de tudo. Já vivemos em perfeita harmonia com a Natureza, guiados pelo coração; e, num domínio patriarcal,  já vivemos em total desacordo com a Natureza, dando prioridade ao facilitismo da mente humana em vez da orientação intuitiva do coração. No entanto, e isto é discutível, a Humanidade nunca existiu num tempo em que estas duas energias opostas estivessem tão fundidas e em tanta harmonia, em que a nossa experiência com as polaridades nos levou de um extremo ao outro; Muitos ainda defendem uma sobre outra; matriarcal ou patriarcal; ciência ou espiritualidade;
No entanto, a nossa força colectiva e individual ainda está por descobrir, quando as duas forças estiverem unidas em equilíbrio. Naturalmente vão amplificar-se mutuamente para criar um vortex de energia, eliminando a sensação de perda e vazio que essa dualidade inevitavelmente criou.
Como a nossa história já mostrou, quando estas energias se desequilibram, perde-se o momento evolucionário; mas quando mantemos o equilíbrio – yin e yang – estes campos opostos alimentam-se um ao outro, criando um momentum energético e um campo de energia muito mais forte e positivo.

É assim que nós criamos. Podemos ver isto claramente na Natureza, em que a Vida surge quando se unem as energias feminina e masculina.
É quando fundimos todas as energias opostas dentro de nós que activamos a nossa ligação com a Fonte. Criando equilíbrio dentro e projectando-o para o exterior, vamos não só curar o mundo que nos rodeia mas também damos início à criação de uma nova realidade à nossa volta.

É tempo de lembrar quem somos; largar os apegos do Ego e as ilusões de separação; tomar consciência das feridas da humanidades e avançar para a cura, criar equilíbrio na dualidade da nossa velha realidade para entrar na unidade do novo.

É tempo de voltar para casa.

– Simon Vorster e Jennifer Langstone
artigo original aqui

Lua Azul – o que é?

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Conta-se que a origem da designação lua azul remonta ao século XVI, quando algumas pessoas que observavam a lua a olho nu achavam que ela era azul. Anos depois, discussões a respeito deste assunto, mostraram que era um absurdo a lua ser azul, o que gerou um novo conceito para lua azul como significado de “nunca”. Com esse significado de algo muito raro, começou-se a dizer que a segunda lua cheia de um mês era uma “lua azul”.

A aparição da segunda lua cheia no mesmo mês é mesmo algo raro. A última ocorrência foi registada em Agosto de 2012. O fenómeno nada mais é do que uma lua cheia no céu.
Apesar de o fenómeno não ter relação com a coloração do satélite, conta-se que há registos na história de que a lua realmente aparentava a cor azul. Foi em 1883, quando houve uma explosão do vulcão Krakatoa, na Indonésia, e os gases em expansão na atmosfera fizeram com que a lua bem próxima do horizonte tivesse a aparência azulada. “Isso foi visto no mundo todo por quase um ano”, disse um astrónomo. As pessoas também viram a lua azul em 1983, após a erupção do vulcão El Chichón no México. E há também relatos de luas azuis causadas pelas erupções dos vulcões do Monte Santa Helena nos Estados Unidos em 1980 e do Monte Pinatubo nas Filipinas em 1991. Outro episódio ocorreu em 1951, quando um grande incêndio nas florestas do Oeste do Canadá lançou muitas partículas na atmosfera, criando os mesmos efeitos que os vulcões, mas visível apenas na América do Norte.

Fonte: site Observatório Astronómico de Lisboa

http://oal.ul.pt/lua-azul-verao-de-2015/

 

 

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