Lua Cheia em Aquário – Lua Azul

Há muito para dizer sobre esta Lua Cheia, a segunda deste mês de Julho e por isso chamada também de Lua Azul. Aqui fica a mensagem para a poderosa energia que neste momento está no céu.

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A Lua Cheia em Aquário traz muitas histórias e dádivas para olharmos para dentro – insight. Torna-se difícil resumir mas há  aspectos centrais que é importante realçar.

Muitos de nós têm tido experiências de choque emocional nos últimos tempos; coisas que não correm da forma que gostaríamos, bloqueios, projectos que ficam encalhados, e passamos por momentos dolorosos e perdas emocionais, até sentimentos de desistir totalmente.

A relação de Escorpião e Leão (Saturno em Escorpião, Vénus retrógrado e Júpiter em Leão) mostra-nos que ter um coração aberto e sensível vai trazer tristeza e emoções de perda, traição e abandono. É neste ponto que aprendemos quando confiar e quando não confiar. Esta relação também nos ensina sobre a Lei da Impermanência.

Os nossos sonhos e desejos são as nossas próprias experiências, aquilo porque passamos. Os nossos sentimentos de perda, que se relacionam directamente com a concretização de objectivos (ou falta deles),  ensinam-nos que a qualquer momento as coisas podem e vão mesmo correr mal. Mas também nos mostram que não devemos ficar à espera de dias melhores para agir ou viver a vida ao máximo. Carpe Diem – Aproveita o Dia!

Lembra o que nos está a ser oferecido; À medida que vivemos choques emocionais, desmontamos as nossas ilusões e passamos por momentos que nos magoam o coração, recebemos também o potencial de fazer um mergulho intenso na realidade mais profunda do nosso ser – que é curar o coração, individualmente e colectivamente. Trabalhar para trazer à tona Amor genuíno, empatia e compaixão, permitindo que estes valores conduzam as nossas acções. Este é o ingrediente principal.

À medida que entramos neste estado mais elevado de ser, tornamo-nos co-criadores da nossa realidade. Uma dádiva poderosa que cada um de nós tem. Vamos libertar-nos de todos os pensamentos de resistência e sentimentos de carência.
A emergência de um novo paradigma está presente em nós e é tempo para começar a ancorar o conceito de unidade consciente na nossa realidade e na nossa jornada espiritual individual – e para isso precisamos de entender a nossa relação com o nosso Universo.

Existimos num Universo dual. Para a consciência tomar forma, precisa de um espelho, uma polaridade. Sem escuridão não pode haver luz. Tudo o que existe no nosso universo físico tem o seu oposto e no entanto tudo não é mais do que diferentes expressões da mesma coisa – a manifestação da Unidade, da Fonte, a totalidade da Criação.

No que toca a experiência humana e à nossa realidade física, só conhecemos este estado de vibração baixo, denso, que falsamente identificamos como o nosso ser físico, em vez daquilo que realmente somos: seres energéticos multi-dimensionais.
Nesta vibração, confiamos nos nossos limitados cinco sentidos e percebemos as coisas, as pessoas, como separadas de nós mesmos. Por isso mesmo temos um longo caminho para conseguir integrar e compreender a verdadeira natureza da Criação.

Neste ponto da nossa evolução, já assimilámos uma quantidade incrível de conhecimento e experiências de polaridade, já sentimos e vivemos dentro de nós essas polaridades. E continuamos, já que é parte na nossa vivência na 3ª Dimensão.
O desafio é experienciar a realidade para além dessas polaridades; perceber o Universo na sua natureza multi-dimensional e não apenas dentro dos limites dos nossos sentidos humanos.

Entrámos já num novo ciclo evolucionário, que nunca antes foi explorado e é totalmente novo para a Humanidade.
Existem muitas profecias sobre esta Nova Era Evolucionária, vindas de culturas ancestrais que entendiam o que existe para além do véu da nossa existência. Muitas pessoas já tiveram experiência directa da natureza desta mudança de consciência, em que o nosso rumo evolucionário é voltar a casa, à Fonte da Criação. No entanto, estamos apenas no principio desta jornada; no ponto de viragem entre polaridades. Deixamos para trás o ciclo de separação e re-orientamo-nos em direcção à Unidade. Assim é a natureza da polaridade, a nossa experiência de separação preparou-nos bem para a fase seguinte. O nosso trabalho agora é assimilar e unificar as polaridades em nós.

Ao longo da história, a Humanidade já vivenciou de tudo. Já vivemos em perfeita harmonia com a Natureza, guiados pelo coração; e, num domínio patriarcal,  já vivemos em total desacordo com a Natureza, dando prioridade ao facilitismo da mente humana em vez da orientação intuitiva do coração. No entanto, e isto é discutível, a Humanidade nunca existiu num tempo em que estas duas energias opostas estivessem tão fundidas e em tanta harmonia, em que a nossa experiência com as polaridades nos levou de um extremo ao outro; Muitos ainda defendem uma sobre outra; matriarcal ou patriarcal; ciência ou espiritualidade;
No entanto, a nossa força colectiva e individual ainda está por descobrir, quando as duas forças estiverem unidas em equilíbrio. Naturalmente vão amplificar-se mutuamente para criar um vortex de energia, eliminando a sensação de perda e vazio que essa dualidade inevitavelmente criou.
Como a nossa história já mostrou, quando estas energias se desequilibram, perde-se o momento evolucionário; mas quando mantemos o equilíbrio – yin e yang – estes campos opostos alimentam-se um ao outro, criando um momentum energético e um campo de energia muito mais forte e positivo.

É assim que nós criamos. Podemos ver isto claramente na Natureza, em que a Vida surge quando se unem as energias feminina e masculina.
É quando fundimos todas as energias opostas dentro de nós que activamos a nossa ligação com a Fonte. Criando equilíbrio dentro e projectando-o para o exterior, vamos não só curar o mundo que nos rodeia mas também damos início à criação de uma nova realidade à nossa volta.

É tempo de lembrar quem somos; largar os apegos do Ego e as ilusões de separação; tomar consciência das feridas da humanidades e avançar para a cura, criar equilíbrio na dualidade da nossa velha realidade para entrar na unidade do novo.

É tempo de voltar para casa.

– Simon Vorster e Jennifer Langstone
artigo original aqui

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Lua Cheia em Capricórnio, Sol em Caranguejo

A luta pelo equilíbrio.


A Lua Cheia é habitualmente o período mais intenso do ciclo lunar. A energia desta fase pode sentir-se na semana anterior ao pico da Lua Cheia e pode ser desafiante em vários aspectos da nossa vida quotidiana.

Tal como na Lua Nova, podemos semear intenções na Lua Cheia, com a diferença que estas intenções deverão ser relacionadas com as coisas que queremos deixar para trás, se houver necessidade disso. Se sentir que há algo na sua vida que precisa de largar, então aproveite esta fase para um efeito mais poderoso. A energia da Lua Cheia pode também ser usada para “detox”.

Nesta Lua Cheia vamos sentir o braço de ferro entre Caranguejo e Capricórnio. Caranguejo é altamente emocional, gosta de cuidar, nutrir e é orientado para família. Trata das ligações emocionais com os outros mas tem o seu lado sombrio e pode tornar-se excessivamente carente e manipulador para conseguir a afectividade que procura.
Capricórnio é mais direccionado para o trabalho, ambicioso, prático e “pés na terra”. As suas prioridades são as responsabilidades, vida social, dever, carreira e segurança financeira, enquanto Caranguejo dá primazia à vida doméstica, à família e à segurança emocional. Quando o Sol e a Lua se opõem nestes signos, vemos estas duas energias debater-se.

O Sol em Caranguejo representa o ego e energia masculina, com Marte por perto a dar um toque de agressividade no querer. A Lua em Capricórnio a movimentar-se em direcção a Plutão retrógrado, pode indicar uma potencial transformação emocional.

A Lua pode também criar circunstâncias que nos confrontarão com a necessidade de criar um novo equilíbrio entre as nossas responsabilidades sociais e profissionais e a nossa vida familiar e ligações emocionais. Pode ajudar-nos a transformar a forma como procuramos segurança emocional ou a encontrarmos um novo sentido de poder pessoal em relação a tudo isto. O momento é também propício a encontrar apoio espiritual ou cura e transformação a nível espiritual.

Tire partido desta Lua Cheia para sentir o que é que precisa de libertar na sua vida, lance as intenções do que precisa de preferência nas 24 horas seguintes ao pico da Lua Cheia. É um bom momento para reflectir sobre as mudanças que precisamos de fazer para conseguir equilíbrio entre os aspectos emocionais da nossa vida e as questões ligadas ao campo profissional e responsabilidades sociais.

Na semana que se segue, é uma boa altura para iniciar ou planear acções de “desintoxicação” e limpeza profunda, seja a nível físico ou a nível emocional.

(Pico desta Lua Cheia: quinta-feira, 2 de Julho de 2015 às 03:19:36)

O dia mais longo do ano

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Começou, no hemisfério Norte, o dia mais longo do ano, onde se esperam subidas das temperaturas máximas. É o Solstício de Verão, data mágica para muitos, tempo de fadas e druidas.
No Sul de Inglaterra, na planície de Salisbury, recordam-se crenças e culturas antigas, e Stonehenge é, por excelência, um dos locais de culto para a celebração desta data.

Por isso, mais de 20 mil pessoas se reunem à volta do monumento milenar, durante toda a noite, para ver nascer o Rei Sol.
O responsável pelo local, Peter Carson, recorda que “no círculo de Stonehenge, com mais de cinco mil anos, existe um alinhamento que acompanha os raios do Sol nascente, que descreve a antiga linha da procissão”. Esta linha, acreditavam os druidas, tinha poderes mágicos. Era, ao mesmo tempo, um cemitério, um calendário astronómico e um templo. Foi construído entre 3000 e 1600 anos antes de Cristo.

Diferenças entre religião e espiritualidade

‘Religião é a crença baseada na experiência de alguém. Espiritualidade é ter a sua própria experiência.’
– Deepak Chopra 

Dizer aos outros que somos espirituais mas não religiosos costuma dar origem a caras confusas. As pessoas em geral acham que a espiritualidade é algo muito estranho e misterioso. Até têm dificuldade em distingui-la da religião mas isso é porque hoje em dia, nas sociedades modernas, as pessoas têm receio de ser manipuladas e têm muita falta de conhecimento no que toca a assuntos não-materiais.

A verdade neste tema é que a espiritualidade é talvez a coisa mais natural que existe, é simplesmente a nossa consciência ao reconhecer que somos mais do que apenas um corpo físico, que somos uma alma com potencial infinito.

Para simplificar esta explicação, aqui fica uma lista de tópicos que ajudam a distinguir as diferenças entre religião e espiritualidade.

1. A espiritualidade não tem regras.

Por oposição a seguir uma ideologia específica ou um conjunto de regras, a espiritualidade segue o coração, encoraja a ouvir a intuição e faz o que é correcto para si mesmo e para quem está em redor. Dá liberdade para sermos o melhor que pudermos ser e ser uma boa pessoa sem promessa de recompensa ou castigo. A recompensa é simplesmente a felicidade interior.

2. Espiritualidade baseia-se apenas no Amor e não no medo.

A religião está pontilhada de medo. Medo das consequências das nossas acções, medo do que poderá acontecer depois da morte se não vivermos a vida em concordância. Bem, na espiritualidade há apenas Amor, e o encorajamento para focarmos toda a nossa energia naquilo que é bom, e que as nossas acções tenham por base apenas o Amor.

Este é o ponto chave, já que qualquer escolha baseada no medo não será boa para a alma. Ao contrário, decisões tomadas em Amor reforçam o poder pessoal, tornam-nos mais corajosos e alimentam a alma. Mostram como enfrentar situações apesar de ter medo, como seguir em frente com aquilo em que acreditamos sejam quais forem as consequências que daí possam advir.

3. A religião diz a verdade – a espiritualidade deixa-nos descobri-la.

Por oposição a dizer preto no branco como foi criado o universo é porque estamos aqui, a espiritualidade deixa-nos descobrir todas as perguntas e respostas. Isso incentiva-nos a encontrar a nossa própria verdade em todas as coisas e não ter limites quando à profundidade da compreensão de tudo o que nos rodeia.

4. A religião cria separação, a espiritualidade cria união.

Por todo o mundo existem muitas religiões e cada uma delas defende que a sua história é a história correcta. A espiritualidade observa a verdade em cada uma delas e cria união, porque a verdade é só uma, sejam quais forem as nossas diferenças. O foco deve ser a qualidade da mensagem divina que partilham e não as diferenças nos detalhes da história que professam.

5. A diferença entre karma e castigo

Em vez de falar sobre castigo ou a ameaça do inferno, a espiritualidade fala apenas em karma. É a lei da acção, aquilo que dás é aquilo que recebes. Simples.

6. Segue o teu próprio caminho

Em vez de histórias antigas sobre anjos e deuses, a espiritualidade incentiva a fazermos o nosso próprio caminho e criar as nossas próprias histórias. Isto embarca-nos numa jornada de iluminação e auto-descoberta na qual os únicos limites são impostos por nós mesmos. Somos encorajados a confiar e seguir o coração seja qual for o percurso onde este nos leve.

Se olharmos para a religião, tudo decorre de uma enorme espiritualidade. Jesus e o Profeta Maomé, por exemplo, tiveram jornadas profundamente espirituais antes de embarcarem nas suas próprias caminhadas. Por isso acreditamos que todas as religiões tem algo de verdade, e que muitas pessoas podem ser almas lindas e muito religiosas ao mesmo tempo mas em última análise, tudo o que cria divisão não é bom para a alma e decididamente também não é bom para o bem maior da humanidade.

A espiritualidade lembra-nos que não estamos separados, que não há fronteiras, não há raças nem divisões culturais. A verdade é que estamos todos ligados a única constante é o Amor.

– texto original de Kasim Khain

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“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

Carl Gustav Jung

Dia Mundial do Tarot – 25 de Maio

Hoje é Dia Mundial do Tarot.

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“Pessoalmente, comemoro dentro de mim com alegria aquilo que o Tarot me trouxe e me continua a dar todos os dias… Apesar dos olhares desconfiados, das frasezinhas de escárnio ou dos comentários do género “ah pois, tu agora andas metida nessas coisas”. Faz parte, já sabemos.

Viver o Tarot é uma caminhada de auto consciência e partilha com os outros desse mesmo estado de consciência, é estar em permanente aprendizagem, é descobrir os recantos da alma humana e da nossa essência.
Como diz o querido Nei Naiff, com quem tanto aprendo e que tanto admiro, “O auto conhecimento é a única evolução!”

Escolhi uma imagem da carta Força, do baralho criado por The Art of Stephanie Pui-Mun Law, que reflecte sentimentos de compaixão, determinação, força temperada e inteligente, que bem preciso nesta caminhada.
Bem haja todos os que estão ao meu lado e abraço a todos os amantes do Tarot!”

– Ana Vitoria
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