Diferenças entre religião e espiritualidade

‘Religião é a crença baseada na experiência de alguém. Espiritualidade é ter a sua própria experiência.’
– Deepak Chopra 

Dizer aos outros que somos espirituais mas não religiosos costuma dar origem a caras confusas. As pessoas em geral acham que a espiritualidade é algo muito estranho e misterioso. Até têm dificuldade em distingui-la da religião mas isso é porque hoje em dia, nas sociedades modernas, as pessoas têm receio de ser manipuladas e têm muita falta de conhecimento no que toca a assuntos não-materiais.

A verdade neste tema é que a espiritualidade é talvez a coisa mais natural que existe, é simplesmente a nossa consciência ao reconhecer que somos mais do que apenas um corpo físico, que somos uma alma com potencial infinito.

Para simplificar esta explicação, aqui fica uma lista de tópicos que ajudam a distinguir as diferenças entre religião e espiritualidade.

1. A espiritualidade não tem regras.

Por oposição a seguir uma ideologia específica ou um conjunto de regras, a espiritualidade segue o coração, encoraja a ouvir a intuição e faz o que é correcto para si mesmo e para quem está em redor. Dá liberdade para sermos o melhor que pudermos ser e ser uma boa pessoa sem promessa de recompensa ou castigo. A recompensa é simplesmente a felicidade interior.

2. Espiritualidade baseia-se apenas no Amor e não no medo.

A religião está pontilhada de medo. Medo das consequências das nossas acções, medo do que poderá acontecer depois da morte se não vivermos a vida em concordância. Bem, na espiritualidade há apenas Amor, e o encorajamento para focarmos toda a nossa energia naquilo que é bom, e que as nossas acções tenham por base apenas o Amor.

Este é o ponto chave, já que qualquer escolha baseada no medo não será boa para a alma. Ao contrário, decisões tomadas em Amor reforçam o poder pessoal, tornam-nos mais corajosos e alimentam a alma. Mostram como enfrentar situações apesar de ter medo, como seguir em frente com aquilo em que acreditamos sejam quais forem as consequências que daí possam advir.

3. A religião diz a verdade – a espiritualidade deixa-nos descobri-la.

Por oposição a dizer preto no branco como foi criado o universo é porque estamos aqui, a espiritualidade deixa-nos descobrir todas as perguntas e respostas. Isso incentiva-nos a encontrar a nossa própria verdade em todas as coisas e não ter limites quando à profundidade da compreensão de tudo o que nos rodeia.

4. A religião cria separação, a espiritualidade cria união.

Por todo o mundo existem muitas religiões e cada uma delas defende que a sua história é a história correcta. A espiritualidade observa a verdade em cada uma delas e cria união, porque a verdade é só uma, sejam quais forem as nossas diferenças. O foco deve ser a qualidade da mensagem divina que partilham e não as diferenças nos detalhes da história que professam.

5. A diferença entre karma e castigo

Em vez de falar sobre castigo ou a ameaça do inferno, a espiritualidade fala apenas em karma. É a lei da acção, aquilo que dás é aquilo que recebes. Simples.

6. Segue o teu próprio caminho

Em vez de histórias antigas sobre anjos e deuses, a espiritualidade incentiva a fazermos o nosso próprio caminho e criar as nossas próprias histórias. Isto embarca-nos numa jornada de iluminação e auto-descoberta na qual os únicos limites são impostos por nós mesmos. Somos encorajados a confiar e seguir o coração seja qual for o percurso onde este nos leve.

Se olharmos para a religião, tudo decorre de uma enorme espiritualidade. Jesus e o Profeta Maomé, por exemplo, tiveram jornadas profundamente espirituais antes de embarcarem nas suas próprias caminhadas. Por isso acreditamos que todas as religiões tem algo de verdade, e que muitas pessoas podem ser almas lindas e muito religiosas ao mesmo tempo mas em última análise, tudo o que cria divisão não é bom para a alma e decididamente também não é bom para o bem maior da humanidade.

A espiritualidade lembra-nos que não estamos separados, que não há fronteiras, não há raças nem divisões culturais. A verdade é que estamos todos ligados a única constante é o Amor.

– texto original de Kasim Khain

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